Qual é o momento ideal de aplicar a inovação aberta8 minutos de leitura

Essa é a pergunta de um milhão de dólares! Mas a final de contas, qual é o momento ideal de aplicar a inovação aberta na sua empresa? É sobre isso que a gente vai falar aqui hoje. Quando buscamos empreender, fato é que a inovação precisa estar lado a lado de tudo que a gente faz e de maneira geral, é fazer algo novo mesmo, trazer cabeças diferentes, com experiências diferentes para que os desafios tenham as melhores resoluções possíveis.

Não existem bons contextos para se realizar um processo de inovação aberta, mas assim como para as startups, existe o timing para que a organização possa receber de uma maneira mais efetiva a implantação de algum evento específico.

Fatores importantes para aplicar a Inovação Aberta

Toda organização precisa compreender qual é o seu estágio de maturidade, sua cultura e o contexto que está inserido, no sentido macro e micro ambiente para aplicar eventos adequados com os objetivos que a organização tem e visualiza para o seu crescimento.

Maturidade

Uma empresa madura é aquela que traça os planejamentos com coerência, possui foco no aperfeiçoamento dos seus produtos, capacitação dos colaboradores, faz o acompanhamento com base em boa gestão de informação e tem consciência sobre possíveis inovações que a organização possa aplicar. Uma organização que entende bem sobre a sua maturidade, consegue reconhecer melhor sobre os principais fatores citados nesse tópico, que são exatamente seus produtos, colaboradores e a gestão das informações/conhecimento.

Cada produto ou serviço de uma organização tem um timing e que precisam de uma determinada constância de melhoria, sendo de 6 meses, 1 ano, 5 anos ou mais. Depois da revolução industrial e digital as informações são consumidas mais rápidas, pois o acesso a elas também ficou mais acessível. Conforme o acesso à informação e o conhecimento ficaram mais acessíveis e isso possibilita que os consumidores se tornem mais conscientes sobre o que buscam e exigem mais de seus produtores/fornecedores que aperfeiçoem seus produtos/serviços e se tratando da atual geração, tenham mais responsabilidade socioambiental.

Quando falamos sobre colaboradores e ainda envolvendo a maturidade da organização, é preciso avaliar o relacionamento entre as divisões, operacional, tático e estratégico, analisando cada setor e como eles se conversam. Essa avaliação traz mais clareza para o RH trabalhar em ações de capacitação e realizar de fato a gestão da informação/conhecimento, propiciando assim capacitações que não façam apenas mais sentido, mas que sejam realmente aproveitados na organização.

Por fim, se tratando da gestão de informações/conhecimento, ter play books, documentações sobre processos, features, entrevistas quantitativas, qualitativas e claro, o conhecimento dos próprios funcionais é o que faz diferença nesse processo de compreensão sobre a maturidade da empresa nesses principais aspectos.

Cultura

A cultura é um fator que deve ser levado em consideração para todos os cenários, pensando sempre numa cultura forte e fraca, analisando como é a da sua organização e o impacto que ela gera no seu clima organizacional. A área de Recursos Humanos é um grande aliado não apenas para a análise do clima, mas para todo o mantenimento da cultura e manutenção.

Ações como onboarding, offboarding e cerimônias em geral precisam ser integradas, visando a união dos times e impulsionando a cultura a se tornar uma cultura forte, alinhada a missão, visão e valores, além do propósito que é a base de tudo. Cultura de maneira geral é relacionamento.

Contexto

O contexto é algo mais amplo e que requer uma visão estratégica maior e bem alinhada tanto com a cultura, quanto maturidade. Num contexto macro o foco de cuidado e atenção deve estar direcionado de maneira estratégica para questões de finanças globais, nacionais, políticas, geográficas, geracionais, pois as mudanças globais podem impactar diretamente o seu negócio, afetando cada um dos pontos citados.

Estar visando o status das principais potenciais mundiais no que tange as finanças é uma responsabilidade que a organização pode ter. A sua empresa pode depender do desempenho de alguma produtora americana e acabar sofrendo financeiramente sobre o custo do seu produto brasileiro, por exemplo.

O desempenho mercadológico e financeiro/econômico de um país pode afetar significativamente o poder aquisitivo do seu público alvo, fazendo com que você precise pensar em estratégias, às vezes de curto, médio e longo prazo para reestruturar um novo plano de contenção sobre o status de mercado e financeiro/econômico do país.

As questões climáticas têm um impacto direto na maneira que as pessoas consomem e às vezes até como as pessoas trabalham. Para o consumo, pode-se ter perdas significativas em produções, gerando escassez, alta demanda e aumento de preços. Assim como no impeditivo do trabalho, como enchentes, furacões, chuva de granizo, o que levaria as pessoas que saem de casa para trabalhar, acabar tendo perdas significativas no salário, danos a imóveis e automóveis.

Acredito que você tenha pegado a ideia de que é importante atrelar esses três pontos: maturidade, cultura e contexto para se aplicar de fato a inovação aberta.

Qual é o momento ideal de aplicar a inovação aberta

E realmente existe esse momento? Eu diria que não. Nunca nada estará favorável o suficiente para que um investimento seja feito e a empresa corra possíveis riscos de um investimento arriscado para algum evento ou inovação em processos internos.

O que uma empresa precisa pensar é que na hora de realizar um investimento em eventos como Hackathons, Programas de inovação aberta, Ideathons, construção de um Lab de Inovação, entre outros, é entender quais são os possíveis impactos e benefícios que uma determinada ação fará na organização.

Uma recomendação:

Nunca espere chegar um momento crítico para fazer algo e não pense que qualquer momento seja o melhor momento para fazer algo. Planejamento e timing andam lado a lado.

Tenha referências organizacionais para se inspirar

Organizacionais que crescem independente do momento que vivem, não são organizações completas, mas organizações que não param de se atualizar, envolvendo toda a esfera operacional, tática e estratégica e os demais componentes que as envolvem.

Existe um livro chamado Organizações Exponenciais do autor Salim Ismail que fala sobre, de fato, as organizações exponenciais. Nesse livro ele baseado em muita pesquisa e análise, o autor traz visões claras sobre diversos parâmetros, mostrando ao leitor quais são caminhos e ações que ele precisa ainda desenvolver e manter desenvolvendo em sua organização (independente de sua posição).

Na descrição do livro tem um trecho interessante e que eu gostaria de compartilhar com você:

Nenhuma empresa poderá acompanhar o ritmo de crescimento definido pelas organizações exponenciais, se não estiverem dispostas a realizar algo radicalmente novo – uma nova visão da organização que seja tão tecnologicamente inteligente, adaptável e abrangente quanto o novo mundo em que vai operar – e, no final de tudo, transformar.

Já chegou o tempo em que estar em constante evolução era uma opção. Assim como qualidade no serviço é obrigação de um negócio que está no mercado, atualizar-se é obrigatório para qualquer uma organização e profissional que queira se manter de pé no mercado.

O que eu trouxe aqui para vocês é que existem fatores importantes a serem analisados antes de se realizar a aplicação da Inovação Aberta na organização e que através da recomendação desse livro (Não vou dar spoilers), deixa claro que não existe timing perfeito, mas sim atualizações pequenas, médias, grandes em todas as esferas, envolvendo desde os funcionários (uma das partes mais importantes), até a análise macro de ambiente que impacta todo o contexto micro.

O Hackathon como primeiro evento de inovação aberta

Sempre trago o Hackathon como uma opção inicial para a empresa trabalhar inovação aberta, pois vejo que é um evento curto, com um investimento que garante os retornos esperados pela organização e ainda tendo o potencial de inovação necessário através da experimentação de um evento menor para a compreensão da organização como um todo. Já vi diversos casos de empresas que usavam os Hackathons como meio de engajar os colaboradores na participação como mentores e até como participantes. O Hackathon quando bem pensado, afeta áreas primordiais da organização (todas elas), além do fator experimentação sobre uma primeira ação de inovação aberta.

Eu espero, sinceramente, que esse blog traga novas perspectivas e novas possibilidades práticas organizacionais para você.
Conte comigo e conte com o Hackathon Academy!

Let’s Hack

Matheus Carvalho

Líder na Rio Sul Valley, Maker na ErreJota, Agente InovAtiva, Embaixador no Angel Investor Club, Community Manager no Hackathon Academy e Projects & Operations na Haze Shift