Qual é a diferença entre MVP e Protótipo?8 minutos de leitura

Se você é do tipo de pessoa que tem o empreendedorismo correndo nas veias e sempre busca estar aprendendo, com certeza a gente vai bater um papo massa por aqui. Por mais simples que possa parecer, nem sempre conceitos como MVP e Protótipo são bem aplicados nas fases de validação de um produto e que acabam o levando a “morte” pelo fato de adicionar muitos esforços em ações que não seriam necessário e que não se caberia para o atual momento do negócio.

Por isso, entender o que é MVP e Protótipo pode fazer uma grande diferença para você. E não é uma coisa boba não, pois esse conhecimento auxiliou no início de grandes startups como Facebook, Apple, Dropbox a se consolidarem em seus segmentos, aplicando o esforço necessário e com os insumos necessários para o momento. E para que você tenha mais sucesso no início do seu novo empreendimento, vem comigo porque a gente vai aprender juntos!

O que é um “Protótipo”?

Se o MVP precisa ser o mínimo produto viável, o protótipo é o básico do básico mesmo. Protótipo vem da linha da metodologia de Design Thinking que é a fase de prototipagem, onde quem aplica a metodologia fará uma análise, sempre com base em pesquisas de mercado, contexto e com usuários para analisar suas dores mais latentes e então definir qual e inicialmente atacar. Através da ótica da equipe, o protótipo precisa ser fiel ou que buscam para resolver aquele problema de maneira prática e esse protótipo pode ser de baixa, média e alta fidelidade.

Assim como também não pode faltar a visão do usuário para a possibilidade dos testes atrelados à contextualização da realidade do país, do estado, de onde ele estiver e da sua jornada diária. Para que após essas análises por parte da equipe e a perspectiva dos usuários, possa ser de fato criado o primeiro MVP.

O protótipo de maneira geral é algo que está sendo criado a primeira vez, com uma noção básica do que será construído e apenas com o mais essencial sobre o que o produto precisa conter.

Quais são os principais níveis de fidelidade de um protótipo?

E é exatamente aqui que você começa a perceber um ponto super importante que algumas siglas e uma palavra simples tem muito conteúdo relevante para o seu negócio por trás delas também. Se falando de fidelidade, qual você deve aplicar ou como será aplicado cada um desses estágios na construção do seu protótipo?

  • Baixa fidelidade: representação conceitual/análoga à ideia.
  • Média fidelidade: representação de aspectos da ideia.
  • Alta fidelidade: “mockup” da ideia tendo a representação mais similar possível da ideia.

Compreendido os conceitos de baixa, média e alta fidelidade, a gente precisa entender agora os níveis de contextualidade.

Quais são os principais níveis de contextualidade de um protótipo?

O teste de um protótipo pode ou não envolver usuários finais, pois de acordo com cada contexto você perceberá se faz sentido ou não ter usuários para darem palpite. Um exemplo claro para isso é quais tecnologias você usará para construir o protótipo, pensando na usabilidade, velocidade em dispositivos diferentes, entre outros pontos.

As principais contextualidades são:

  • Restrita: em um ambiente controlado.
  • Geral: Qualquer usuário, qualquer ambiente.
  • Parcial: usuário final ou ambiente final.
  • Total: usuário final e ambiente final.

Agora que você já sabe o que é um protótipo, níveis de fidelidade e contexto que ele pode ter, a gente vai aprender juntos sobre o que é MVP e quais impactos ele pode ter na sua solução. E no primeiro tópico falando sobre MVP, já vem uma pergunta.

Mas a final, o que é MVP?

A sigla que a gente aprenderá hoje é MVP (Minimum Viable Product) que em português significa “Produto Minimamente Viável”. O conceito de produto mínimo viável está diretamente ligado aos conceitos do livro “Lean Startup” ou em português, “Startup Enxuta” do grande escritor Eric Ries. Esse livro traz uma visão super importante para os empreendedores e aí digo todos, porque ter essa mentalidade é essencial para qualquer negócio.

O pensamento lean tem como foco o desenvolvimento de estratégias para agir de maneira assertiva e pontual em cada item que seja realmente necessário para resolver a dor do seu cliente e se você conhece o chefe Henrique Fogaça, aqui vai

Menos é mais!

O foco no que é necessário, faz com que você possa atender de maneira rápida e clara a principal dor do seu cliente, tendo a execução rápida, correção clara e o sucesso mais certeiro da ação realizada. Ter o foco claro na construção do MVP poupa desperdício de tempo, dinheiro e recursos. O objetivo da mentalidade lean é atingir a maior qualidade possível, gerando um time-to-market mais imediato e com menor nível de incertezas.

Qual é a principal função de um MVP?

São ações elaboradas de maneira estratégica, imaginando ou o mais correto, planejando os possíveis gastos e esforços que serão aplicados para validar a viabilidade do negócio. Nesse processo, é mais que necessário ter um contato próximo com o seu ICP (Ideal consumer profile) que é o cliente que realmente sente aquela dor. Com esse cliente você fará as principais experimentações, coletando feedbacks de uso e possíveis questões que farão ou não sentido no seu produto/serviço. Vale focar e lembrar sempre que essa é a versão mínima do produto para que ele possa ser desenvolvido até chegar na construção do produto final e que tenha total fit com o cliente ideial.

O MVP prova a visão inicial da startup, revelando se aquela boa ideia corresponde mesmo um produto interessante (na vida real) ou se era apenas uma “expectativa utópica”, sem conexão com as demandas e necessidades práticas do mercado.

Qual é a utilidade para a sua startup?

Através de pesquisas qualitativas e relacionamento com os clientes ou como chamamos, na verdade, “early adopters”, oa primeiros a adotarem aquela solução para resolver sua dor. E através dessas ações você que está empreendendo, conseguirá compreender melhor os “porquês” que estão por trás do comportamento das primeiras pessoas que estão validando ou até mesmo clientes, além de detectar falhas em seu produto antes de um lançamento final e assim, poder visualizar o que deve ser ajustado.

Como construir um excelente MVP em poucos passos?

Vale lembrar que o MVP (Minimum Viable Product) não tem nada a ver com um produto ruim ou inacabado. Essa deve ser apenas uma versão mais “clean” e enxuta do produto para via de testes até o lançamento final do produto e que nesse caso também já contém as principais features que são necessárias para resolver a dor do cliente.

  • 1° Passo: criar um meio de captação desses primeiros usuários e você pode usar desde uma landing page com formulário anexado como o próprio formulário compartilhado pelos grupos que você estiver inserido, redes sociais, grupos de Facebook que tenham aderência com a sua solução para que você tenha uma boa base para realizar as pesquisas e posteriormente a validação com essas mesmas pessoas.
  • 2° Passo: é identificar as principais hipóteses de testes, referenciais e métricas que serão usados para o desenvolvimento e medicação da melhoria daquele produto. A partir daí serão desenvolvidos os critérios a serem analisados com base nos testes, as expectativas de retorno e qual o perfil de cliente que esse produto alcança.
  • 3° Passo: as duas primeiras etapas são primordiais, pois assim como comentei aqui no blog do Hackathon Academy falando sobre “Buyer Persona”, aqui você já começa a ter esse mapeamento e melhor compreensão de quem é o seu cliente, quais dores ele tem e como ele imagina um produto que resolva a principal dor dele.

Tendo os dois primeiros passos bem construídos, o empreendedor ou a empreendedora poderá focar na construção do MVP junto à equipe. Um ponto final de atenção para você é que “nem sempre o cliente tem razão” e talvez isso possa ir muito contra o que você acredita ou sempre imaginou. Lembre-se que você está estudando, buscando referenciais, analisando conteúdos de especialistas e talvez até seja um que esteja em busca da análise e percepção dos consumidores.

Então tenha um excelente guia através das perguntas quantitativas e entrevistas qualitativas, sempre sendo crítico sobre o que realmente fará parte ou não do MVP. Espero que esse blog possa ajudar você na construção do seu projeto e que você possa aplicar tudo que eu compartilhei por aqui.

Não curtiu de algo ou achou que faltou algo? Comenta aqui embaixo para que a gente possa melhorar sempre!

Let’s Hack!

Matheus Carvalho
Líder na Rio Sul Valley, Maker na ErreJota, Agente InovAtiva, Embaixador no Angel Investor Club, Community Manager no Hackathon Academy e Projects & Operations na Haze Shift.