Benefícios do Hackathon e a inovação aberta para a sua empresa12 minutos de leitura

Você sabe quais são os benefícios do Hackathon e a inovação aberta para a sua empresa?

A sobrevivência no mercado empreendedor tem sido cada vez mais disputada pelas empresas. Não basta apenas bons produtos, bom atendimento, estar conectado com as ODS e ESG.
Cada um dos pontos citados acima são “obrigatórios”, para as empresas/organizações que buscam se manter não apenas vivas, mas com um propósito latente para si mesmas, seus funcionários e claro, seus clientes. A inovação aberta não tem sido apenas uma “saída” para as organizações, ela tem sido a galinha dos ovos de ouro. Amo falar sobre Inovação e como as empresas têm mudado através dessa estratégia. Perceba que empresas que têm de fato usado essa estratégia de maneira correta, tem tido um grande sucesso em suas ações.

O que é “open Innovation” ou inovação aberta?

O conceito de Open Innovation surgiu na universidade de Berkeley, pelo professor Henry Chesbrough, que buscava diminuir a distância entre o lado acadêmico e a gestão prática. A percepção do professor elucida que, embora o conhecimento estivesse sendo rapidamente disseminado, as empresas continuavam a utilizar um modelo de inovação fechada, que não permitia se adquirir novas ideias de fora da empresa.

Através do surgimento desse conceito, trouxe a vista de maneira clara, uma nova maneira e possibilidade de grandes – pequenas e médias – empresas não apenas adotarem, mas aplicarem em seus dias um novo modelo de colaboração através da descentralização e com a abertura para o público externo poder experiências mais tanto dos desafios quanto das novas soluções que as empresas visam desenvolver.

O Nubank e como a inovação aberta é aplicada

Talvez seja uma grande responsabilidade falar sobre o Nubank, sendo que eu nunca nem entrei na sede da empresa para conhecer, mas posso dizer que sou um grande admirador da cultura, dos processos e cada detalhe que eles buscam trazer de novo. Não quero usar o Nubank como comparação, mas sim trazer como exemplo para mostrar o quão importante pequenas ações podem fazer a diferença. O Nubank trabalha com a inovação aberta e a fechada. Um exemplo da inovação fechada é que antes de realizar qualquer exposição de um novo produto ou lançar para o mercado, você sabia que os primeiros a testarem os produtos são as próprias pessoas que constroem? Você pensar que isso é bobeira, mas não é. Ou até que talvez já saiba disso, mas explorar essa ação da maneira correta, é o que faz grande diferença.

Imagina uma montadora de carros que montam carros desde os populares até os mais sofisticados. Essa empresa, e isso ocorre de maneira normal e padrão, tem seus pilotos de teste para de fato avaliar aquele carro e ver como está a experiência e alguns outros detalhes. Você concorda comigo que um piloto de teste é uma pessoa que tem uma excelente prática sobre dirigir carros? E é exatamente isso que acontece. O ponto aqui é: se você constrói carros para uma população, você terá pessoas da classe, A, B, C e D querendo comprar o seu carro, porque eles desejam isso.

E algo que não acontece nas empresas montadoras nesse processo de teste driving é que as pessoas que são dessas mesmas classes em suas empresas, fazem esses testes ou até mesmo avaliam os carros para ver seu desempenho, as peças, experiência. Nesse ponto o Nubank sai na frente. O Nubank desde seu processo seletivo busca trazer pessoas de todos os cursos e esse já é um excelente ponto da estratégia de inovação fechada que eles aplicam. O interesse aqui está na interdisciplinaridade. Quanto mais pessoas de áreas diferentes, classes diferentes, melhor. O Nubank nasceu e cresceu com o objetivo de democratizar os bancos para toda a população, desde o acesso até a educação financeira.

Seu processo interno de produtos não está apenas voltado a pessoas que constroem as features, mas todas as áreas que estejam ligadas diretas ou indiretamente. Um exemplo disso pode ser a área de Customer Success (CS). Imagina só você ter uma área de relacionamento/sucesso do cliente na sua empresa e não explorar tudo que eles passam no dia a dia tirando dúvidas, esclarecendo processos, entendendo as dores de perto dos clientes. Então aqui, por mais simples que seja, eu já vejo uma excelente ação. Agora uma ação de “inovação aberta” que pode ser até mesmo engraçada e não sei como você irá lidar com ela, mas é que a atual CEO do Nubank no Brasil, Cristina Junqueira, todas as sextas-feiras ela abre uma caixinha no seu instagram com o tema “Sextou”.

E como disse, você pode achar simples e bobo. Mas ali ela trabalha o employer branding da empresa, trabalha o relacionamento direto com os clientes, gera acesso deles sobre ela, além de claro, entender diversos pontos dos quais são necessitados pelos clientes como as principais dúvidas sobre os produtos, sobre sua vida pessoal, como trabalhar no Nubank, entre outras coisas. Você conseguiu perceber como são as pequenas ações que fazem a diferença? Voce já viu o seu CEO ou você como CEO do seu negócio/startup, quantas vezes no dia ou na semana tira um tempo para conversar com seus clientes, você mesmo entender o que eles passam? #ficaadica

Cultura de Inovação antes de Inovação Aberta na sua empresa

Vejo a inovação aberta não apenas como “algo da moda”, mas com toda certeza um novo jeito, estratégico e inteligente, de se fazer as coisas. Além disso, traz um ponto super importante dentro da cooperação que são as possíveis parcerias, sendo de empresas com empresas, organizações com startups e/ou todas elas com seus respectivos clientes. Trabalhar com a inovação aberta dentro de uma empresa que não tem uma cultura de inovação é a mesma coisa que trocar de roupa sem tomar banho e após ter jogado futebol. Aquela roupa que era cheirosa, arrumada e que poderia te dar um “up”, perde o que ela podia oferecer.

Então para que você possa implementar ações de inovação aberta, antes disso você precisa trabalhar na cultura de inovação da sua empresa. Caso já exista uma em sua empresa, você tenha as análises de métricas e acompanhado de perto cada uma delas e veja que as pessoas estão prontas, desde o operacional, passando pelo tático até chegar o estratégico, vai nessa e abraça com tudo! Mas se esse não for o seu caso ou da sua organização, a gente precisa passar por alguns pontos antes disso.

Em algumas conversas que tive no GT de Conexão com Empresas pelo InovAtiva, falamos com duas pessoas, que foram a Marina Almeida, Head of Innovation Lab | Natura&Co Latam e o Bruno Stafani, Global Innovation Director na Anheuser-Busch InBev e lá eles trouxeram alguns pontos importantes que precisam ser consolidados antes de aplicar alguma ação de inovação aberta tanto nas empresas que estão atualmente quanto nas que já passaram.

Em alguns tópicos, quero trazer para você esse pontos:

  • Alinhamento de expectativas
  • Atualizar todos na mesma página
  • Um problema interno pode ser resolvido com alguma solução de mercado
  • Inovação geram novas possibilidades de negócio e soluções
  • Ela poupa tempo, dinheiro e testes

Esses são 5 grandes pontos que podem parecer simples para você, mas que eu pude anotar e tirar minhas dúvidas com eles nesses papos que tivemos e pode acreditar, nem sempre uma ação simples, quer dizer que foi fácil ser desenvolvida até ser aplicada. Vale até essa reflexão, mas vou deixar para um outro dia. De toda forma, pense você e responda quando ler esse texto, qual é a definição de algo fácil na sua perspectiva trazendo na pauta o assunto que estamos falando por aqui. Trabalhar na cultura de inovação dentro das organizações é um excelente ponto pelo fato de que você estará lidando com gerações diferentes, níveis de conhecimento e principalmente, sênioridades diferentes num só lugar.

O fato da cultura atual implica grandemente, pois se sua empresa não for uma empresa um pouco mais aberta, você terá que aplicar alguns esforços para essa construção. Assim como a Marina e o Bruno trouxeram suas visões compartilhadas, quero explorar esses pontos com você.

Alinhamento de expectativas é algo super importante, porque as pessoas que nunca tenham trabalhado com Inovação Aberta podem pensar que os problemas serão resolvidos da noite pro dia e isso não é verdade! Então busque de fato conversar com seus colaboradores, coordenadores, gerentes, Conselho, Direção, leve pessoas que são referência no tema para falar sobre, mostre exemplos de sucesso e de insucesso também, gere expetativas, mostre as possibilidades de melhoria e novos negócios.

Atualizar todos na mesma página não é algo fácil, mas necessário para uma construção sólida, porque como comentei acima, dentro de uma empresa existem pessoas de diversos níveis hierárquicos, socioeconômico, cultural, entre outros pontos e que sim, podem impactar diretamente nessa implementação e até no desenvolvimento futuro das ações que forem construídas.

Um problema interno pode ser resolvido com alguma solução de mercado, esse é um ponto bem simples, que traz o ponto da conscientização e que tanto eu quanto você sabemos, é que ou a gente aumentamos o lucro, ou a gente diminui os gastos e esses pontos podem variar desde um processo de produção mais rápido até uma logística mais eficiente e que alguma startup possa estar facilitando esse processo.

Inovação geram novas possibilidades de negócio e soluções, e esses novos negócios tem sido o neném das empresas tradicionais e inovadoras como as startups. Se você parar para observar algumas empresas como Magalu, Nubank, VTEx, Natura, Ambev, Meliuz, entre outras, elas têm percebido que cada vez mais esse processo de aquisição de novos negócios e relacionamento, geram não apenas um acréscimo de crescimento para o core business, mas traz uma nova visão potencial para a organização e que talvez não estivesse tão clara para a própria empresa.

Ela poupa tempo, dinheiro e testes. Isso é fenomenal para uma empresa, porque traz algo essencial para ela e para o que estamos falando, que é a inovação aberta, que é a agilidade. Ser ágil é mais do que importante, é necessário para a sobrevivência.

Quais são os benefícios da Inovação Aberta para as empresas e como os Hackathons ajudam

Acredito que trazer alguns benefícios para você depois de tudo que já falamos acima, fica mais fácil, não é mesmo? Então vamos lá!

Cooperação:

Falamos bastante sobre esse tópico durante o texto. Pensando no investimento em inovação de processos, o foco costuma ser interno, sendo utilizado para a melhoria da própria empresa/organização. Na abordagem com a Inovação Aberta, a estratégia pode ser aplicada de maneiras diferentes: Elas podem sair primeiro de um contexto externo para o interno, onde são pesquisadas novas tecnologias, ideias para a aplicação e incorporação nos processos internos, gerando uma maior facilitação e otimização nas ações que já ocorreriam. Já quando acontece no processo de interno para externo, nessa perspectiva, deve-se compreender que as ideias saem de dentro da organização para fora, contribuindo na aplicação de empresas parcerias, quem sabe até no desenvolvimento de spin-offs.

Rentabilidade:

Gosto muito da frase que diz, que não dá pra fazer as mesmas coisas e esperar um resultado diferente. Aqui quando falamos de rentabilidade, de maneira clara, simples e objetiva, você terá uma Gama muito maior não apenas de novas ideias, mas de backgrounds diferentes desenvolvendo soluções e compreendendo de mais perto, seus desafios. Isso implica totalmente na rentabilidade do negócio. Além do fato que novos produtos, serviços e acesso a novas tecnologias podem ser otimizados aqui dependendo da sua cultura e de como for explorado cada ação de inovação, levando sempre em conta a abertura da empresa, facilitação nas POCs que significa Proof of Concept ou no bom português, Prova de Conceito, que é quando uma solução externa, como de uma startup, por exemplo, pode ser aplicada na sua empresa e no local que ela precisa atuar.

Hackathons:

os hackathons são maratonas de programação, prototipagem e colaboração, com o intuito de intensificar o aprendizado da equipe, o networking e o reconhecimento, promovendo o desenvolvimento de novas ideias e a construção de negócios sobre a perspectiva de problemas reais no dia a dia das empresas. A origem do hackathon se dá nos Estados Unidos e assim como o Hambúrguer, desenvolvido em Hamburgo que foi muito bem explorado na America/Estados Unidos, o Brasil abraçou esse modelo dos Hackathons, trazendo não só a cultura forte que temos, como também um novo meio de engajar a população a desbravar novas oportunidades dentro de espaços ainda pouco ou não explorados.

Nada melhor do que se falando em Inovação, trazer uma ferramenta que mobiliza todos os públicos, classes e claro, pessoas para colaborarem, desenvolverem e criarem soluções inovadoras para os desafios que você tem em sua organização. No Hackathon Academy já construímos vários Hackathons com grandes empresas e institutos no propósito de levar mais possibilidades de soluções para os desafios de impacto tanto interno quanto regional/estadual das localizações que estão inseridas.

Acho que esse texto deu pano pra manga como dizem por aí, não é mesmo? Hoje me arrisquei e me coloquei a prova para compartilhar com você meus conhecimentos sobre Inovação Aberta e fechada, além de alguns exemplos que pude conhecer mais de perto também.

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E como sempre, não se esqueça,
Let’s Hack! 💥🚀
Matheus Carvalho
Líder na Rio Sul Valley, Maker na ErreJota, Agente InovAtiva, Embaixador no Angel Investor Club,  Community Manager no Hackathon Academy e Projects & Operations na Haze Shift.