Cultura Maker – a arte de fazer acontecer8 minutos de leitura

A Cultura Maker e a arte das pessoas que fazem acontecer e realizam as principais mudanças do dia a dia!

Você acredita ser uma pessoa “Maker”? Talvez possam ter algumas dúvidas sobre o que isso significa e antes de dar aquela googada*, já deixo um toque para você. Nesse texto, eu vou falar sobre o que é essa palavra, como surgiu, onde surgiu e, porque ela é tão utilizada nos dias de hoje por pessoas ligadas a inovação, startups e empresas de tecnologia.

O surgimento da cultura Maker na história

Maker, em inglês, significa realizador, criador, fazedor. Foi adotado inicialmente em pela sociedade no início do século XX. Houve um grande incentivo na Europa no pós-guerra com a motivação do sentimento patrióta das cidades que se envolveram nas guerras para a retomada completa do que era o continente através da recuperação dos equipamentos devastados em combate pudesse ser acelerada com as pessoas que ainda estavam vivas. Próximo dos anos 1960, teve mais força nos Estados Unidos, com a junção dos conceitos de realização, característicos da cultura americana com a necessidade de mostrar uma nação poderosa em todos os seus aspectos na nova realidade da Guerra Fria.

Maker desde criança

Pelo instinto que já vem de muito tempo sobre a ação de construir e reconstruir coisas desde os primeiros a existirem, isso ainda nos acompanha e nos fazem ainda ter esse jeito Maker de ser na essência. Quando a gente era criança, montar e desmontar sempre foi uma grande diversão, sendo em quebra-cabeças, lego, e explorando a criatividade para desenvolver coisas novas ou trazer a realidade das experiências da vida adulta para o período de criança. Eu mesmo curtia muito pegar a corda do varal, prender nas paredes, fechar a mão dos bonecos eu tinha e os colocava para descer escorregando. Era sensacional! É desde aqui a gente já explorava nossa criatividade pela cultura Maker que existe em nós, sem até mesmo precisar comprar novos brinquedos. E isso faz total sentido do que é a cultura Maker.

Cultura Maker e o impacto nas revoluções até à tecnológica

Desde as primeiras revoluções como a agrícola, manufatura, maquinofatura até a revolução digital para cada uma delas a descoberta de coisas novas e o instinto das pessoas de fazer acontecer mesmo que ainda sozinhas, sempre foi muito forte. Você pode perceber que no passado existiam mais ciências que descobriam coisas sozinhos do que realizavam a descoberta de novas coisas em conjunto.

Nesse processo de evolução de uma revolução para a outra, foi possibilitando o acesso mais fácil a novos recursos tecnológicos, fazendo com que a revolução digital fosse mais acelerada, principalmente através da difusão desse movimento que ainda gera um espírito muito forte de cocriação, possibilitando a otimização de tempo e o desenvolvimento acelerado de projetos relacionados à tecnologia que vêm ganhando grandes proporções nessa mesma cultura maker, fazendo com que o número de pessoas que desenvolve tais iniciativas sejam cada vez mais compartilhadoras de suas ideias e terem não apenas criações individuais, mas novas cocriações.

O Impacto da cultura Maker na Economia global.

O avanço das culturas é uma ação gradativa que altera o costume e os hábitos das pessoas de acordo com o tempo. E sobre a disponibilidade das informações não era diferente. O acesso às informações sobre como fazer, como funciona o processo produtivo de algo e até mesmo quais tipos de matérias deveriam ser usadas, ficavam armazenadas em apenas um lugar como nas bibliotecas do clero e realeza. Ao passar de muitos anos, com o atingimento não apenas da revolução digital, mas principalmente por ela e a internet, esse compartilhamento de informações e instruções começou a ser cada vez mais forte. Uma vez até ouvi uma frase que dizia:

“Quem o detém o conhecimento, detem o poder”

Grandes, pequenos e médios começaram a co-existir

Através das ferramentas digitais, o acesso à essas informações foi facilitado, democratizando e todo aquele cenário onde poucas pessoas podiam adquirir o conhecimento teórico mudou. E o conhecimento não se tornou apenas uma moeda de troca, como uma moeda revolucionária.

As grandes empresas e indústrias que através de toda sua riqueza tinha as maiores possibilidades de acesso a tecnologias mais caras e até mesmo as informações mais rápidas, foi se quebrando aos poucos através dos canais digitais que começaram a receber cada vez mais dados e insumos para o desenvolvimento dessas mesmas tecnologias e conhecimentos que eram comprados por grandes empresas.

Foi exatamente aí que a possibilidade de pequenos e médios empreendedores/empresas abriu o espaço de coopeticão, para que pudessem não apenas existir, mas mostrar que existia a possibilidade de novos negócios serem desenvolvidos e até mesmo de novas possibilidades de entrega de valor num contexto econômico para o ponto mais importante: os consumidores.

O impacto da cultura Maker na educação

A gente sabe que se falando do ensino mais tradicional, era sempre a mesma coisa: sentar na cadeira, colocar as pernas pra dentro, caderno, lápis e borracha na mesa, copiando e gravando aquele conteúdo.

O que era mecânico, se tornou não mecânico. Todo processo que faz com que a gente cria caminhos óbvios para o nosso cérebro, impede o crescimento dele mesmo e com a cultura Maker e a arte de fazer com as próprias mãos, faz com que a sua mente se expanda.

Cada vez mais escolas que eram tradicionais e ensinos técnicos, tem mudado, mesmo que aos poucos. Essa ação de despertar a curiosidade nos alunos e alunos, fazendo com que eles busquem as oportunidades de criar, é o que faz toda a diferença. A junção da cultura Maker no espaço acadêmico, traz de uma nova maneira a aplicação do processo ensino-aprendizado pela própria propostas de metodologias ativas de ensino.

E para cada fase do ensino, desde o básico até o médio, a adoção da cultura Maker possibilita o senso crítico, raciocínio lógico, colaboração e algumas outras características das tão faladas Soft Skills que são desenvolvidas através de ações práticas que quando desenvolvidas ainda no espaço escolar, geram excelentes resultados futuros sobre os alunos que se tornarão os próximos profissionais do mercado de trabalho e até mesmo criadores e criadoras de suas empresas.

Atividades da cultura Maker e como elas podem beneficiar você

A cultura Maker, assim como qualquer outra cultura é o que o homem e a mulher criam e cocriam em seus respectivos espaços de vivência geográficos. E a culta Maker não é apenas ser Hands-On ou mão na massa. Essa cultura desperta algo que a gente curte muito por aqui no Hackathon Academy que é: empreender.

Se você está buscando uma maneira de empreender e ainda não sabe como, vou listar para você três atividades que podem te ajudar nessa virada de chave e até mesmo oportunidades para ganhar um dinheiro extra.

1. Desenvolvimento de sites

Lá atrás no início da internet, poucas pessoas tinham acesso à essas informações, mas hoje com a internet mais aberta e planos de assinatura mais baratos, existem muitos meios para criar oportunidades. O desenvolvimento de sites é um deles. Alguns canais da web como Workana, Fiverr, Freela, entre outros, existem um alto número de demanda para a criação de sites com preços de remuneração altos e algum deles até em dólares.

2. Jogos eletrônicos

O desenvolvimento de jogos tem sido um mercado cada vez mais explorado por grandes empresas e para quem curte o tema, sabe que é um grande oceano azul. Se você olhar jogos como Minecraft, Among Us e alguns outros mais “simples”, perceberá que muitos desses jogos não apenas trazem conceitos da psicologia atrelados à competição, mas como também a possibilidade da utilização de ferramentas NoCode para gerar seus próprios jogos e aproveitando desses gatilhos como ferramentas que estimulem as pessoas jogarem e que no fim, monetizar não será uma tarefa tão difícil assim.

Tem alguma outra atividade bacana para as pessoas desenvolverem e que possam ser legais? Compartilha aqui com a gente no blog do Hackathon Academy!

Curtiu esse texto? Vou deixar aqui para você o livro que fala sobre o manifesto Maker e que também pode ser uma excelente inspiração para você na hora de compartilhar mais dessa cultura com os seus alunos, amigos, professores e colegas de trabalho.

Um abraço virtual e até mais!
Let’s Hack 💥🚀

Matheus Carvalho
Líder na Rio Sul Valley, Maker na ErreJota, Agente InovAtiva, Embaixador no Angel Investor Club,  Community Manager no Hackathon Academy e Projects & Operations na Haze Shift.